Padre Celso Kallarrari é premiado em concursos de literatura em 2017

O padre Celso Kallarrari tem sido, recentemente, premiado em concursos nacionais. Ele é citado no Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia (YESHUA, 2015, p. 86-87) como autor dos livros de poesia A Porta Remendada (2003), As Últimas Horas (2009), As Últimas Palavras (2013), e do romance O Ritual dos Chrysântemos (2013). Além de livros na área da literatura, tem livros e artigos publicados nas áreas de educação, linguagem e religião (fonte: Wikipédia).

Atualmente, está em missão na Bahia, onde é membro da Academia Teixeirense de Letras – ATL e professor acadêmico.

O padre já havia sido premiado em 2015, quando recebeu, em São Paulo, no Círculo Militar, o Prêmio Mérito Cultura pela Associação Brasileira de Liderança – Braslider, pela publicação do romance O Ritual dos Chrysântemos, seu quinto livro.

Em 2016, Celso Kallarrari fora classificado, com o conto “Um corpo íntimo” para participar do Projeto Mapa da Palavra, desenvolvido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, Salvador. De acordo com a professora de literatura brasileira Ivana Teixeira Gund (2017), Kallarrari, neste conto, “…esquarteja não só o corpo que será devorado no conto como também o próprio corpus textual, apresentado aos pedaços e exigindo um leitor-anatomista que possa reconstruí-lo. É um texto, nesse sentido, monstruoso: todo formado por fragmentos de sua narrativa não linear, misturando-se tempos e espaços, em uma alucinante e surpreendente exposição”.

No ano passado, o padre Celso recebeu dois importantes prêmios na área da literatura. Um dos prêmio pelo romance (inédito) Desgrandeza e outro pelo livro infanto-juvenil A menina que comia queijo.

O romance inédito desgrandeza, de Celso Kallarrari, foi vencedor do Prêmio José de Alencar no Concurso Internacional de Literatura da União Brasileira de Escritores, RJ-2017. A premiação aconteceu na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, em 27 de outubro. A Comissão Julgadora fora constituída porCélia Maria Paula de Barros, Maria Helena da Silva, Ana Maria Guiomar Amorim.

Segundo Lucia Facco, doutora em Literatura Brasileira, em desgrandeza, “o autor faz um trabalho magnífico com a linguagem, pois mostra a mais improvável e proibida história de amor em um terrível cenário, que é o período mais negro da história brasileira: os anos de chumbo da ditadura militar”. Para Lucia Facco, há “um jogo psicológico que nos é apresentado através de uma escrita bem feita, minuciosamente cuidada, instigante e envolvente. A história não é narrada da convencional maneira linear. Apesar disso, apresenta uma escrita sofisticada, enxuta, o que permite identificar uma sequência, espacial e temporal, lógica no enredo. As informações vão sendo apresentadas pouco a pouco, encaixando-se como um grande quebra-cabeça, cuja montagem torna-se, exclusiva, do leitor. Isso permite que o leitor vá se surpreendendo a cada página virada, a cada nova descoberta”.

O livro inédito infanto-juvenil A Menina que comia queijo ficou em terceiro lugar no Concurso Literário José Endoença Martins, em Blumenau, Santa Catarina. Além dos livros, os contos “Assim como os anjos” e “O zumbido do tiro” receberam, respectivamente, Menções Especial e Honrosa. O primeiro pela Academia Municipalista de Minas Gerais – AMULMIG, em Belo Horizonte, e o segundo noConcurso SABA de Literatura, Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

No dia 02 de dezembro de 2017, o autor fora homenageado com a comenda Mérito Literáriopela Academia Teixeirense de Letras – ATL, no auditório da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas, Bahia.

por Josiane Dias

 

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